O novo velho continente e suas contradições: A Europa, a pobreza e a miséria

Buscar a informação precisa da realidade política e econômica de cada país e continentes é dever de todos que pretendem a construção de uma sociedade com maior distribuição de renda, onde a justiça social seja meta. Reproduzo abaixo matéria do Portal Carta Maior que traz dados importantes sobre a realidade do velho continente – O continente Europeu. Leia, tire sua conclusão.

Créditos da foto: (Sofia Martins Santos/Shutterstock)

Do Portal Carta Maior: Um continente rico, composto de países ricos onde impera um sistema de bem estar social e que aprendeu, depois de tantas guerras e crises por que passou, a vencer a pobreza e a miséria das suas populações. Esta é a imagem que a Europa vendeu para o mundo e na qual o mundo passou a acreditar. Mas é uma ilusão porque a Europa, hoje, dominada por sistemas neoliberais na economia e à direita na política, contabiliza mais de 120 milhões de pessoas que vivem na fronteira da miséria numa população de pouco mais de 500 milhões de habitantes nos 28 países que compõem a União Europeia. Ou seja, perto de 25 por cento das populações da Europa vivem no limite da carência total de meios de sobrevivência.

O aumento da pobreza – quatro por cento maior do que antes da crise de 2008 – é atribuído ao desemprego, aos salários mais baixos, contratos de trabalho precários, acesso mais difícil à habitação e preços mais altos para energia, comida e saúde.

A difícil situação

Mesmo quem tem emprego sofre a injustiça e não há garantia para condições de trabalho com dignidade. Em Gotse Delchev, no sudoeste da Bulgária, por exemplo, os empregados da fábrica Pirin-Tex trabalham muito para ganhar muito pouco. A Pirin-Tex emprega 1800 pessoas e opera principalmente para a marca de luxo Hugo Boss. Talvez seja bom não esquecer que Hugo Boss, empresário alemão filiado ao Partido Nazista, morto em 1948, desenhou os uniformes das sombrias Sturmabteilung (SA), Schutzstaffel (SS), da Juventude Hitlerista e do NSKK. Produziu os uniformes e ganhou muito dinheiro com a mão de obra escrava dos prisioneiros dos campos de concentração.
A pressão é enorme, dizem os empregados búlgaros de Hugo Boss, que se queixam de serem tratados como robôs. São fabricadas 12 mil peças de roupa por semana e a produção de cada empregado é controlada por tablets individuais. Os operários conseguem terminar diariamente, no máximo, apenas 60 por cento das tarefas que lhe são atribuídas e por isso os seus salários ficam abaixo do que foi contratado.

Mesmo nos países mais ricos asituação é também difícil. Na França, quase quinze por cento da população é considerada pobre ou muito pobre. Cerca de 400 mil pessoas caíram para a pobreza só no ano de 2018. Na Alemanha foram identificadas cerca de 700 mil pessoas sem teto, a maioria vivendo em abrigos mas 50 mil são moradores de rua.

Leia mais. Acesse: https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/O-novo-velho-continente-e-suas-contradicoes-A-Europa-a-pobreza-e-a-miseria/4/46165

Sobre joaoantoniofilho

João Antonio da Silva Filho é Mestre em Filosofia do Direito pala PUC - SP. É autor dos livros "A Democracia e a Democracia em Norberto Bobbio", "A Era do Direito Positivo" e "O Sujeito Oculto do Crime - Reflexões Sobre a Teoria do Dominio do Fato", publicados pela editora Verbatin. Advogado, foi vereador da capital por três mandatos consecutivos e deputado estadual por São Paulo. João Antonio nasceu em São João do Paraiso - norte de Minas Gerais. Atualmente é conselheiro do Tribunal de Contas do municipio de São Paulo.
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2 respostas para O novo velho continente e suas contradições: A Europa, a pobreza e a miséria

  1. Anônimo disse:

    A receita neoliberal corroe a vida e protege o capital. Não gera emprego e serve apenas como garantia do sistema financeiro. Economias crescem e leva a pobreza junto. É um paradoxo. Uma hora essa casa vai cair!!!!!

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  2. Tiao Nascimento disse:

    A receita neoliberal corroe a vida e protege o capital. Não gera emprego e serve apenas como garantia do sistema financeiro. Economias crescem e leva a pobreza junto. É um paradoxo. Uma hora essa casa vai cair!!!!!

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