Da pandemia à boçalidade nossa de cada dia…

Nesse momento assistimos desolados o Brasil ser considerado fator de risco mundial, e sua população ser considerada potencialmente contagiosa. Assistimos líderes mundiais conduzindo suas nações de modo firme e eficaz na direção de superação dessa pandemia. E também nas sequelas sociais e econômicas decorrentes disso tudo.

Por Waldemar Augusto Angerami

O número de vítimas pelo novo coronavírus cresce assustadoramente, multiplica-se em progressão assustadora. Cidades estão em situações de calamidade sanitária, funerária e mesmo de dignidade humana. O Brasil caminha de forma célere ao topo da liderança dos casos de mortalidade frente à doença.

Alguns estados e cidades já entraram em colapso diante do caos que se instalou no país. Mas ao contrário do que ocorre em outros países mundo afora, aqui a boçalidade em forma humana que as pessoas elegeram para presidente do país, se renova em suas bestialidade exibindo comportamentos em total afrontamento às autoridades de saúde. Inclusive aquelas de seu ministro da Saúde.

Assistimos cenas de total falta de sensibilidade com as mortes contabilizadas; vemos o desdém com as vítimas dessa pandemia. Tudo é motivo para essa boçalidade em forma humana fazer chacota. Nessa semana tivemos cenas que se renovam e que se sucedem sem que se consiga arrolar comentários tal o teor de suas barbaridades. Agressões a instituições, pessoas enlutadas diante de tantas mortes incontidas, e outras vítimas dessa brutal desigualdade social que nos assola impiedosamente, todos, indistintamente, todos açoitados de modo indescritível.

E diante desse cenário tão desolador em que o sistema de saúde está à beira do colapso, temos essa boçalidade em forma humana que responde pela condição de presidente do país afrontando a tudo e todos com sua bestialidade e irracionalidade. Estamos vivendo um pesadelo que, ao contrário, daqueles que nos acometem enquanto dormimos, não cessa ao acordarmos. O pesadelo da idiotia ignóbil do bolsonarismo nos acomete na vida desperta, algo que no incrusta na alma o que existe de pior na condição humana, algo indelével e que nos leva a um estado de total insanidade mental.

Essa bestialidade sempre tem em suas manifestações um grupo ignóbil que se enfeixa na bandeira brasileira como se isso fosse o símbolo de seu patriotismo. E de modo totalmente bestial considera inimigos do país os que discordam dessa boçalidade.

Pessoas morrendo por uma pandemia que se alastra no Brasil de modo descontrolado, e essa boçalidade infestando o país seu rastro de ódio em todos os cantos. Ódio crivado de ataques a inimigos imaginários, e que são criados na seara dessa estupidez que se instalou no Brasil.

Nesse momento assistimos desolados o Brasil ser considerado fator de risco mundial, e sua população ser considerada potencialmente contagiosa. Assistimos líderes mundiais conduzindo suas nações de modo firme e eficaz na direção de superação dessa pandemia. E também nas sequelas sociais e econômicas decorrentes disso tudo.

No Brasil, infelizmente, assistimos apenas o Sr. Bolsonaro fazendo bizarrices que, se agradam seus seguidores, trazem consequências funestas e imprevisíveis. Pobre Brasil! Pobre população indefesa diante dessa boçalidade.

Waldemar Augusto Angerami é psicoterapeuta existencial. Lecionou em cursos de pós-graduação em Psicologia da Saúde na PUC de São Paulo e na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Autor com o maior número de livros publicados em psicologia no Brasil, adotados nas principais universidades da América Latina e Europa.

Sobre joaoantoniofilho

João Antonio da Silva Filho é Mestre em Filosofia do Direito pala PUC - SP. É autor dos livros "A Democracia e a Democracia em Norberto Bobbio", "A Era do Direito Positivo" e "O Sujeito Oculto do Crime - Reflexões Sobre a Teoria do Dominio do Fato", publicados pela editora Verbatin. Advogado, foi vereador da capital por três mandatos consecutivos e deputado estadual por São Paulo. João Antonio nasceu em São João do Paraiso - norte de Minas Gerais. Atualmente é conselheiro do Tribunal de Contas do municipio de São Paulo.
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